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Editorial


2012 Chegou

Tão aguardado e comentado o ano de 2012 começou. Enquanto o continente europeu luta para espantar a crise inflamada no segundo semestre do ano passado, no Brasil mantemos projeções positivas nos mais diversos seguimentos. Ultrapassamos o Reino Unido e figuramos como a sexta economia mundial, um sucesso brasileiro que conseguiu estabilizar a economia e se “blindar” de certa forma à crises internacionais.
É lógico que existe uma grande distancia entre Brasil e o Reino Unido assim com entre China (2º economia mundial) e EUA (1º economia mundial). Os números utilizados para esta classificação são baseados no PIB (Produto Interno Bruto) de cada país que é o indicador de toda riqueza que um país produz durante um período determinado. Países emergentes como Brasil, China e Índia tem aumentado sua produção enquanto países mais ricos vem diminuindo a produção e importando cada vez mais. Esta classificação seria muito diferente, por exemplo, se considerarmos o PIB per capita, o Brasil teria a 76º posição no ranking e a China a 94º posição já o Reino Unido ficaria em 21º e os EUA em 7º.

Isto posto e considerando-se a situação específica do Brasil, há que se analisar sua capacidade de continuar crescendo e integrando o conjunto de sua população aos benefícios do desenvolvimento econômico. A crise econômica que assola o mundo hoje foi, sem dúvida, menos destrutiva para o país, que a enfrentou com competência e, ao que tudo indica, sairá dela muito maior do que entrou. Saberá o Brasil manter esta capacidade de crescer economicamente e ao mesmo tempo de distribuir as riquezas que gerar?

De acordo com o governo a meta de crescimento é de 4% no PIB para 2012. Para isto o governo está disposto a tomar diversas medidas de estímulo entre elas abaixar impostos. A meta do nosso governo está bem acima das previsões independentes como da ONU que espera uma expansão de 2,7% do PIB. Isso significa que o governo pode entrar com estímulos mais pesados que o esperado, especialmente se a crise da zona do euro piorar ou se a economia da China desacelerar consideravelmente.
Um grande aliado ao crescimento do Brasil em 2012 será o consumismo da chamada nova classe média e o aumento do salário mínimo, mas ainda assim dependeremos de uma grande mudança e estímulo ao consumo como alterar a estrutura de crédito bancário onde as taxas de juros são a mais altas do mundo há mais de uma década.

Temos ainda a sombra do grande fantasma da inflação estimada em 5,5% para este ano. A inflação vai depender mais dos fatores externos do que dos internos. Com a possibilidade de estagnação dos preços externos devido a maior oferta do que a demanda em razão da crise, somada ao ano eleitoral onde preços administrados são contidos pelo reflexo político que podem causar, existe a possibilidade da inflação ficar abaixo da estimada.

Desejamos a todos um ótimo 2012.

 

 

 

Atenciosamente

 

Miguel Rodrigues Neto

 

 

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