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Editorial
2012 Chegou Tão aguardado e comentado o ano de 2012 começou. Enquanto o continente europeu luta para espantar a crise inflamada no segundo semestre do ano passado, no Brasil mantemos projeções positivas nos mais diversos seguimentos. Ultrapassamos o Reino Unido e figuramos como a sexta economia mundial, um sucesso brasileiro que conseguiu estabilizar a economia e se “blindar” de certa forma à crises internacionais. Isto posto e considerando-se a situação específica do Brasil, há que se analisar sua capacidade de continuar crescendo e integrando o conjunto de sua população aos benefícios do desenvolvimento econômico. A crise econômica que assola o mundo hoje foi, sem dúvida, menos destrutiva para o país, que a enfrentou com competência e, ao que tudo indica, sairá dela muito maior do que entrou. Saberá o Brasil manter esta capacidade de crescer economicamente e ao mesmo tempo de distribuir as riquezas que gerar? De acordo com o governo a meta de crescimento é de 4% no PIB para 2012. Para isto o governo está disposto a tomar diversas medidas de estímulo entre elas abaixar impostos. A meta do nosso governo está bem acima das previsões independentes como da ONU que espera uma expansão de 2,7% do PIB. Isso significa que o governo pode entrar com estímulos mais pesados que o esperado, especialmente se a crise da zona do euro piorar ou se a economia da China desacelerar consideravelmente. Temos ainda a sombra do grande fantasma da inflação estimada em 5,5% para este ano. A inflação vai depender mais dos fatores externos do que dos internos. Com a possibilidade de estagnação dos preços externos devido a maior oferta do que a demanda em razão da crise, somada ao ano eleitoral onde preços administrados são contidos pelo reflexo político que podem causar, existe a possibilidade da inflação ficar abaixo da estimada. Desejamos a todos um ótimo 2012.
Atenciosamente
Miguel Rodrigues Neto
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